"Um filme é uma garrafa jogada ao mar e a internet é um oceano", diz diretor sobre cinema
- 19 de set. de 2016
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O cinema e audiovisual vivem um momento menos apocalíptico diante das mídias digitais

O mercado de comunicação sofreu uma reviravolta irreversível. Aquela internet discada, que começamos a usar em 1995, veio para mudar a maneira como consumimos informação e entretenimento. Na última década, o surgimento das mídias sociais e a explosão do uso dos dispositivos móveis aprofundaram essas transformações. Jornalismo, cinema, rádio, TV e publicidade vivem um momento de transição, permeado por desafios e oportunidades. Daqui há poucas décadas vamos olhar para trás e avaliar com mais distanciamento o que significou esse momento histórico de convivência entre as mídias tradicionais e as digitais.
O cinema e audiovisual vivem um momento menos apocalíptico diante das mídias digitais. “Para os produtores independentes é interessante distribuir os filmes na web, porque um filme é uma garrafa jogada ao mar e a internet é um oceano. O interesse é que o filme seja exibido e a rede permite isso, democratiza o acesso. A que custo e de que maneira o mercado reage a isso é um assunto a se discutir, mas é uma situação que veio pra ficar”, acredita o cineasta e professor Paolo Gregori, diretor de filmes como Corpo presente e Atrás das grades.
O mercado do audiovisual cresce a passos largos em Pernambuco
Em comunicação, o cinema e o audiovisual têm despontado como mercados em expansão. Pernambuco ganhou espaço na cena nacional e se posiciona como o terceiro maior polo do País. Esse avanço também alavancou o fomento ao setor e turbinou os investimentos. Em 2007, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e do Funcultura, criou um edital específico para o audiovisual, atendendo a um pleito de representantes da cadeia produtiva. De lá pra cá o investimento foi crescendo. Naquele ano foram disponibilizados R$ 927,9 mil em investimentos e a aprovação de 12 projetos. Entre 2008 e 2012, os recursos foram dobrando a cada ano. Nos últimos 3 anos, o valor estabilizou em R$ 11,5 milhões, com reforço de R$ 8,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) no ano passado, somando R$ 20 milhões.
Por meio da política de incentivos, filmes como Febre do Rato, Era uma vez eu, Verônica; História da Eternidade e tantos outros projetaram a produção pernambucana em festivais nacionais e internacionais. A quantidade de projetos incentivados saltou de 12 em 2007 para 112 este ano. O Programa de Fomento à Produção do Audiovisual também fez explodir o numero de produtores inscritos no cadastro de produtores culturais. Enquanto em 2007 eram 657, este ano chegou a 4,9 mil inscritos.
A produção local estimulou, ainda, o surgimento de dois cursos superiores de cinema no Estado. “Essa formação é importante porque falta profissional mo mercado para dar conta desse crescimento da demanda. Os cursos tentam trabalhar a formação do olhar, um jeito diferente de observar o mundo e as pessoas. Cinema é um mercado novíssimo e promissor”, defende Paolo Gregori.
























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